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A Mata Atlântica
A Mata Atlântica, considerada hoje um hotspot (núcleo de
grande importância) de biodiversidade, é mais conhecida
por sua enorme variedade de espécies de plantas e animais. Isolada
de outros blocos florestais importantes na América do Sul, a
Mata Atlântica possui uma diversidade única, e variedade
enorme de vegetação e tipos de floresta, que também
comporta uma vasta rede hidrográfica, e uma quantidade imensa
de água doce. A Mata Atlântica, possui a maior variedade
de espécies de árvores por quilometro quadrado no mundo,
mais de 700 espécies e subespécies ao todo, e abriga mais
de 20.000 espécies de plantas, 40 por cento das quais endêmicas.
Mais de 42.000 espécies de vertebrados dos quais 6.300 répteis
já foram catalogados, 9.000 espécies de pássaros,
e mais de 4.000 mamíferos já foram identificados. O número
de diferentes espécies de invertebrados ultrapassa os 990.000.
Hoje, manchas da Mata Atlântica original, se estendem ao longo
da costa brasileira, do Rio Grande do Norte até o sul do Rio
Grande do Sul, entrando no continente para o Paraguai, até a
província de Misiones no nordeste da Argentina e na costa do
Uruguai. Ela adentra o continente brasileiro até Minas Gerais,
e se espalha por ilhas costeiras incluindo Fernando de Noronha. Essas
florestas, se estendem de 500 a 600 quilômetros para o centro
do país, e chegam a altitudes de mais de 2.000 metros acima do
nível do mar. Existem pelo menos três tipos de vegetação
na Mata Atlântica: Ao longo da costa, chamada de restinga, as
florestas de montanhas chamadas de encosta, e as de altitude, denominadas
campo rupestre.
A Mata Atlântica já ocupou uma área de mais de um
milhão de quilômetros quadrados, ao longo da América
do Sul tropical. Hoje, contudo, a floresta foi reduzida a menos de 10
por cento do seu tamanho original. As maiores ameaças a sua biodiversidade,
são a extração de madeira, a caça, o tráfico
de animais, o desenvolvimento urbano e industrial e o desmatamento provocado
pela agricultura e agropecuária.
Começando com as plantações de cana de açúcar,
e, mais tarde com o plantio de café, essa floresta enorme tem
perdido habitat durante centenas de anos. Hoje com a expansão
de áreas urbanas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
e Bahia, principalmente, a Mata Atlântica sofre uma enorme pressão
com a questão da urbanização. Mas a Mata Atlântica
também tem um poder de regeneração sem igual entre
as florestas tropicais, crescendo rapidamente, e se recompondo quando
deixada em paz, livre da ação humana. O Projeto Mil Folhas,
juntamente com a Kikkerland Design acredita que é possível
acelerar esse processo de recomposição, ajudando na recuperação
da Mata Atlântica, e que cada um de nós pode contribuir
direta, ou indiretamente, para a preservar e salvar florestas tropicais
no mundo inteiro.
http://www.biodiversityhotspots.org/xp/Hotspots/
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Vista do Rio de Janeiro
do alto do Pico do Papagaio na Ilha Grande (RJ).
Orquídea
e Bromélia nativas do Vale Florido.

Vista da praia de Lopes Mendes na Ilha Grande (RJ)
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Rio na serra da Bocaina (SP).
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